• Bo Burnham: Inside

    Bo Burnham: Inside

    ★★½

    O conteúdo não é ruim, mas a impressão que passa é que o Burnham queria comentar sobre uma série de assuntos e a forma "engraçada" que ele encontrou de fazer isso foi através de músicas e só. Quase uma hora e meia de opiniões que eu mais ou menos concordo e algumas piadas boas, principalmente quando ele trata de qualquer coisa que não seja a própria persona pública ou críticas sociais. Não que seja ruim ou problemático, mas infelizmente também passa longe de me soar interessante.

  • Tim Maia

    Tim Maia

    ★★★★★

    "O mundo só vai ficar legal depois que terminar o dinheiro, porém que não me falte nenhum enquanto não terminar, entendeu?"

  • Mangue-Bangue

    Mangue-Bangue

    ★★★★

    O cinema experimental pede anistia? O cinema experimental pede A N A R Q U I A !!!!!!

    A brasilidade caminhando seus últimos passos e retomando aos primeiros. Você pensa que o homem se civilizou e ele retoma a selvageria. Quando formos uma nação, seremos a maior de todas.

  • Song of Avignon

    Song of Avignon

    ★★★★★

    "Houve vezes em que queria mudar o mundo. Queria pegar uma arma e atirar meu caminho através da civilização ocidental. Agora quero deixar os outros em paz, eles têm os próprios destinos terríveis para ir. Agora quero atirar meu caminho através de mim mesmo."

    Logo:

    "O caminho fácil salvará apenas a sua alma; o caminho difícil salvará a sua alma e mais algumas."

    Por fim, primeiro as notas do acordeão e depois o registro em vídeo. Som antes da imagem, como reverter o tempo.

  • Sicily!

    Sicily!

    ★★★★★

    Luz em guerra com a sombra. Atores em guerra com a câmera. Presente em guerra com o passado. Homem em guerra com o povo. Nostalgia em guerra com a memória. Tudo em guerra com o nada. Espectador em guerra com o filme. Olho em guerra com a imagem. Cinema é guerra. Cinema é conflito. Cinema é corte. Cinema é.

  • Hard Boiled

    Hard Boiled

    ★★★★★

    Por todo o seu crédito enquanto diretor de ação, um aspecto que pode passar despercebido é a dramaticidade aguçadíssima do Woo. Fat e Leung se complementam perfeitamente, basicamente reflexos um do outro, e o filme nunca deixa de acentuar as semelhanças e diferenças dos dois, sejam estas narrativas ou de personalidade. Outro exemplo incrível é a forma que o filme lida com a mudança de personalidade do Alan, que entre um roteiro e outro vai de assassino sociopata a infiltrado…

  • As Good as It Gets

    As Good as It Gets

    ★★

    Não acho que seja tão problemático quanto é falho na premissa. Considerando o outro filme do Brooks que assisti, Nos Bastidores da Notícia, acredito que ele seja um diretor e roteirista bem competente em articular as neuroses dos seus personagens. O que há de fundamentalmente errado é a forma como o filme busca redimir o protagonista misantrópico através de uma narrativa romântica descabida. Creio até que faça um bom trabalho em especificar que os momentos de intolerância (de gênero, sexualidade…

  • Perfect Blue

    Perfect Blue

    ★★★½

    A revelação final é inspirada mas traz certos problemas de ritmo que tiram o que tinha de mais interessante na primeira hora, que é realmente a forma como o Kon usa a animação pra promover um desprendimento quase total da realidade. A partir do momento em que se define claramente o que é real e o que é ilusório o filme dispensa o que era sua melhor qualidade, ainda que se mantenha bastante coeso. A virada fundamental é o momento em que a protagonista decide salvar a agente, é preciso preservar o falso para ter certeza do que é verdadeiro.

  • Buffalo '66

    Buffalo '66

    ★★★★½

    "Se você fosse meu filho eu teria orgulho de você."

    Um filme salvo pela própria autoconsciência, pela certeza que o Gallo (tanto ator quanto diretor) tem das maquinações sociais e onde elas culminam dentro dos seus personagens. Desde o primeiro minuto estabelecendo o Billy Brown como um crianção em todos os sentidos (emocional, físico, sexual, psicológico) através dos trejeitos físicos, expressões faciais e raciocínio infantil. Pedindo pra retornar à prisão pra ir ao banheiro como um aluno pedindo permissão pro…

  • Excitation

    Excitation

    ★★★½

    "O que destaca Excitação das várias pornochanchadas que dominavam os cinemas brasileiros nos anos 70, que é o interesse em explorar a fundo um certo fetiche audiovisual mesmo recorrendo a uma estética softcore. Apesar de estar recheado de nudez, quase sempre o diretor Jean Garrett opta por recorrer mais a um dado voyeurismo distante do que uma tentativa de emular o prazer. Seja no casamento decadente de Helena (Kate Hansen) e Renato (Flávio Galvão), ou nas escapadas do marido com…

  • Zack Snyder's Justice League

    Zack Snyder's Justice League

    ★★★★

    A cena que define o filme é quando o Flash e o Ciborgue brincam que podiam desenterrar o Superman em um nanossegundo antes de pegarem as pás pra cavar a cova dele. Podia ser um filme mais automático, mas é preciso carinho e respeito pra montar uma obra dessas.

    Sobre o filme em si, acho que me peguei pensando mais na trilogia Senhor dos Anéis do que Portal do Paraíso, é um épico blockbuster pipoca que consegue conciliar uma visão…

  • Promising Young Woman

    Promising Young Woman

    Um rape-and-revenge onde a punição é terror psicológico (suspiro longo) e a solução é recorrer a polícia. O principal problema dessas experimentações de gênero de Hollywood é que além de patéticas, parecem ter orgulho das próprias limitações imaginativas. Enfim, mais um filme feito por gente que se acha muito inteligente pra se limitar a certas besteiras como cinema de gênero. Mas tudo bem, o segredo pra um bom filme sempre foi bubblegum pop, estética de instagram e frases feitas de twitter.