Marcelo Miranda has written 25 reviews for films rated ★★★★½ .

  • Shakespeare’s Shitstorm

    Shakespeare’s Shitstorm

    ★★★★½

    O filme que melhor entendeu a sociologia do século 21 até aqui. Kaufman se junta a Godard como artistas de cinema que captaram as contradições de seu próprio tempo e fizeram disso formas expressivas inéditas e desrecalcadas. Um assombro provocador, hilariante e deliciosamente lúcido.

  • Deathdream

    Deathdream

    ★★★★½

    Devastador.

  • Color Out of Space

    Color Out of Space

    ★★★★½

    Na revisão, continua fortíssimo. Um dos filmes do ano ainda.

    Ouça meu podcast "Saco de Ossos" sobre o conto e o filme, com a presença do escritor Oscar Nestarez. Disponível em todas as plataformas e apps de podcast. Mais detalhes: anchor.fm/sacodeossos/episodes/21-Lovecraft--Richard-Stanley-e-A-Cor-que-Caiu-do-Espao--com-Oscar-Nestarez-eb483i

  • God Told Me To

    God Told Me To

    ★★★★½

    Pense num filme sem limites.

  • Antigone

    Antigone

    ★★★★½

    Palavra sem salvação.

  • It's Alive
  • From Caligari to Hitler: German Cinema in the Age of the Masses

    From Caligari to Hitler: German Cinema in the Age of the Masses

    ★★★★½

    Lindo documentário sobre o cinema alemão entre o fim da Primeira Guerra e a ascensão de Hitler (1918-1933). Faz um vasto panorama, analítico e ilustrativo, incluindo produções que não se enquadravam no mais conhecido e estudado expressionismo. O filme foi lançado no volume 1 da coleção em DVD "Expressionismo Alemão", da Obras-primas do Cinema.

  • The Entity

    The Entity

    ★★★★½

    Injustamente pouco citado quando se fala de terror oitentista sobrenatural (o pessoal parece que só viu "Poltergeist"), é um equivalente dos anos 1980 a "O Exorcista" em praticamente todos os sentidos (e ampliando vários deles): da violência gráfica e perturbadora às relações com o sexo e o corpo; da contaminação do ambiente familiar suburbano americano por forças malignas ao retrato da mulher empoderada que vai sendo desafiada por justamente enfrentar as opressões infligidas a ela; das tentativas frustradas de encarar esse Mal que se manifesta como doença à resignação, ao final, de que o Mal não pode ser eliminados. Ele está no ar. Um fenômeno.

  • I Accuse

    I Accuse

    ★★★★½

    O horror da guerra levado ao literal. Filme devastador, que se revela lentamente até um desfecho de dar tremedeira. Pena que toda e qualquer sinopse revele o enredo. Se não dá pra evitar ler antes, acredite na força da direção de Gance. Apesar de às vezes soar propaganda antiguerra demais (não pelo valor do engajamento, que é inegável, e sim pela maneira pomposa como entra no filme), esse tom antibélico é reflexo direto de um contexto desesperador de uma guerra que eclodiria um ano depois. E a meia hora final explode com tudo e diz a que veio.

  • Color Out of Space

    Color Out of Space

    ★★★★½

    O ano começa com um possível melhor filme do ano. E Nicolas Cage tira e bebe leite de alpacas.

    Ouça meu podcast "Saco de Ossos" sobre o conto e o filme, com a presença do escritor Oscar Nestarez. Disponível em todas as plataformas e apps de podcast. Mais detalhes: anchor.fm/sacodeossos/episodes/21-Lovecraft--Richard-Stanley-e-A-Cor-que-Caiu-do-Espao--com-Oscar-Nestarez-eb483i

  • Dust Devil

    Dust Devil

    ★★★★½

    Pequena obra-prima do Richard Stanley (que vinha de outro filmaço, sua estreia "Hardware"). Filmado e ambientado na Namíbia, é um horror cheio de originalidade, feito a partir de referenciais que se misturam de formas sempre orgânicas: tem policial, tem giallo, tem faroeste, tem bruxaria, tem política e mais um tanto de coisa, tudo captado com uma poesia visual ao nível do melhor Terence Malick (o dos anos 70 - aliás, Stanley talvez seja o cineasta americano mais próximo daquele Malick…

  • Body and Soul

    Body and Soul

    ★★★★½

    Filme incrível do Oscar Micheaux, diretor negro pioneiro do cinema independente americano. Precursor de "O Mensageiro do Diabo" (do Charles Laughton), com um ex-presidiário se disfarçando de bom pastor e engabelando especialmente as mulheres de uma pequena comunidade afro-americana no sul dos EUA. O ator Paul Robeson interpreta um sociopata predatório que é a profunda encarnação do mal, contaminando e aliciando os demais personagens e levando o enredo à inevitável tragédia.

    O desfecho se utiliza de um artifício bastante comum…