Luiz Eduardo Kogut

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the tired sounds of

às vezes vejo e faço filmes.

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  • Pola X

    Pola X

    Se o Lovers on the Bridge era um filme tão ligado à atuação física do Denis Lavant, esse aqui é quase anti-matéria. Depardieu existe intrinsicamente junto a Carax, atua a partir do desespero, respondendo sempre à decadência, auto imposta, das alta classes do século XX. Das ansiedades (sexuais, artísticas, familiares), uma herança maldita praticamente invisível que a única saída é negar completamente a tudo e a todos além do próprio presente. Mas essa negação nunca é vazia, Carax sempre sugere…

  • Taiga

    Taiga

    Há duas reações das crianças mongóis no documentário de Ottinger: as que estão ultra curiosas e intrigadas com a câmera e as pequenas demais (ou distraídas demais) para perceber a sua existência e que seguem sua vida normalmente. Essa variação, entre a participação ativa na construção do filme ao reconhecer a câmera e a participação apenas como "objeto", sem olhar à câmera, se repete também nos adultos: alguns se perdem dentro do fascínio que a presença de Ottinger causa, mas…

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  • Good Manners

    Good Manners

    ★★★★

    This review may contain spoilers. I can handle the truth.

    Paula Fernandes dá a luz a um lobisomem que quer dançar na quadrilha da Festa Junina da escola na noite de lua cheia. O filme é meio longo e se perde um pouco com uns dramas em seu pedaço final, mas o trabalho que ele tem tanto com uma representação alternativa da cultura brasileira (foi bonito ver um filme tocando Chora Me Liga no meio de um monte de estrangeiros em Locarno, ou ver a legenda em inglês tentado traduzir…

  • Hard Labor

    Hard Labor

    ★★★★½

    This review may contain spoilers. I can handle the truth.

    Filme que constrói uma atmosfera arrebatora aguardando a presença de um monstro que no fim se mostra apenas como o passado mal coberto das relações escravocatas e da divisão de classes. Realmente não é preciso mais do que isso para se fazer um filme de terror na realidade brasileira.