Luiz has written 40 reviews for films rated ★★★½ .

  • 24 Realities per Second

    24 Realities per Second

    ★★★½

    Tal qual os etnólogos, os documentaristas frequentemente vão “a campo” com uma hipótese a ser corroborada ou refutada durante as filmagens. Eva Testor e Nina Kusturica, ex-alunas da Filmakademie Wien, onde Michael Haneke leciona, propuseram-se a acompanhar o cineasta por um período de dois anos e meio - compreendido entre os longas-metragens O tempo do lobo (Le temps du loup, 2003) e Caché (2005) - para investigar um pressuposto básico: seus filmes contam 24 verdades por segundo - ou, no…

  • Badiou

    Badiou

    ★★★½

    Duas tendências ameaçam a captura cinematográfica de figuras da intelectualidade. De um lado, remissões biográficas esvaziam o pensamento quando o limitam a uma série de relações causais. De outro, abordagens didáticas conjugam conceitos audíveis e ilustrações visíveis em uma anulação mútua. Cientes desses riscos, Gorav e Rohan Kalyan investigam, em Badiou, as condições sob as quais se torna habitável esse nome próprio, um dos mais importantes da filosofia contemporânea.

    Antes mesmo de qualquer imagem, Alain Badiou teoriza o acontecimento (événement),…

  • The Hunt

    The Hunt

    ★★★½

    Que filme corajoso. Grata surpresa.

  • Ghost Town Anthology

    Ghost Town Anthology

    ★★★½

    As gélidas paisagens crescem em gelidez. O negativo dezesseis milímetros denuncia sua textura, e soprantes correntes invadem a trilha sonora. Diante de um elemento urbano, contudo, cessa o horizonte de pura branquidão. Cada qual em seu extremo, um homem e uma mulher fitam-se mutuamente. Atrás deles, gigantescas retroescavadeiras entrecortam Irénée-les-Neiges, vilarejo cujo próprio nome espelha total alvura. “Isso é impressionante”: uma única linha de diálogo sobrepõe-se à ambiência ventosa. No momento seguinte, a dupla senta-se dentro da escavadora, em sentido…

  • Little Women

    Little Women

    ★★★½

    As imagens contestam o didatismo e a continuidade da música, e marcam o tempo por meio das cores. Contra a frieza anilada da vida adulta responde a rubra vividez de um passado mediado pela (re)criação artística.

  • Deerskin

    Deerskin

    ★★★½

    Une caméra à la main et un blouson à porter

  • Joker

    Joker

    ★★★½

    Derivativo e didático

  • Once Upon a Time… in Hollywood

    Once Upon a Time… in Hollywood

    ★★★½

    É ingênua, mas bonita a tentativa de Tarantino salvar a realidade pela ficção.

  • Child's Play

    Child's Play

    ★★★½

    Como já indicavam os trailers, o novo “Brinquedo Assassino” não mais incorpora um espírito humano. Em vez disso, a recente releitura aposta na automação tecnológica. Buddi, simpático boneco da fictícia Kaslan, funciona como uma espécie de Alexa ou Google Home. Em outras palavras, a inteligência artificial substitui o vodu no filme de Lars Klevberg (“Morte Instantânea”). Os riscos de tal abordagem são evidentes, e insucessos abundam em “Black Mirror” – para citar um conhecido exemplo. Justamente por esse motivo, surpreende o cuidado da refilmagem, sempre atenta à possibilidade de recair em um determinismo tecnológico.

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  • Magic Mike

    Magic Mike

    ★★★½

    A derrocada do self-made man

  • Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw

    Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw

    ★★★½

    Jonathan Crary meets whey protein

  • mid90s

    mid90s

    ★★★½

    Muitas vezes, a gente acha que a nossa vida é pior. Mas, se você parar para se colocar no lugar do outro, você não trocaria de vida com ele.

    A câmera se posiciona em um corredor. Uma criança corre até deparar-se, agressivamente, contra uma parede. A força do impacto a derruba. Já entregue ao chão, o menino sofre, ainda, novos golpes. Desta vez, um adolescente o espanca. Ao fundo, vozes adultas, uma feminina e outra masculina, brigam entre si. Em meio ao caos, portanto, apresenta-se “Anos 90” (Mid90s, 2018), estreia de Jonah Hill na direção.

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