• The Boulet Brothers' Dragula: Resurrection

    The Boulet Brothers' Dragula: Resurrection

    This review may contain spoilers. I can handle the truth.

    Victoria ganhou, mas não levou.

  • The White Ribbon

    The White Ribbon

    Violência sem violência (1)

    A simbiose entre Michael Haneke e a competição anual à beira da Croisette obriga referenciar-se a um quando se pensa em outro. Da parte do diretor, quase a totalidade de sua obra cinematográfica debutou na cidade mediterrânea - à exceção da versão norte-americana de Violência gratuita (Funny Games U. S., 2007). Da parte do Festival, uma marca histórica posiciona o austríaco entre os grandes nomes de seu passado recente. Não só entrou ele para o seleto…

  • The Social Dilemma

    The Social Dilemma

    ½

    "Will there ever be an artificial intelligence machine that makes movies?", inquires Herzog's Lo and behold, a question to which it answers positively. Not quite as good as his, though, remarks the German filmmaker.

    I can't help to think that this dialogue pretty much sums up The social dilemma, a movie so poorly and randomly assembled that it seems written and directed by an algorithm, and ironically produced by a company which is part of the problem it intends to denounce - fact which it seems conveniently unaware of.

    Edit: the similarities to the cringy What the Bleep! series are noteworthy.

  • I'm Thinking of Ending Things

    I'm Thinking of Ending Things

    ★★

    Como bem definiu minha amiga Maria Caú ao referir-se a Sinédoque, um "filme de pseudoautor".

  • Assassination Nation

    Assassination Nation

    ★★

    Fetichista

  • The Rebellion

    The Rebellion

    ★★★½

    No começo da década de 1990, Michael Haneke já havia debutado nas grandes telas quando recebeu o convite da rede austríaca ORF para dirigir A rebelião (Die rebellion, 1993), adaptação do livro homônimo de Joseph Roth. O lançamento cinematográfico de O sétimo continente (Der siebente Kontinent, 1989), quatro anos antes, resulta, de fato, quase de um acaso, tendo o seu roteiro inicialmente visado ao espectador televisivo. Desse modo, em paralelo à produção da “trilogia da frieza”, Haneke continuou a colaborar…

  • Fraulein

    Fraulein

    ★★★★

    Em dois diferentes níveis, o nome deste filme antecipa algo sobre si. Literalmente, Fraulein significa senhorita, mas, à época da produção - anos 1980 -, o termo já caíra em desuso por sua distinção sexista entre solteiras e casadas. O subtítulo, Ein deutsches Melodram (Um melodrama alemão), por sua vez, sugere uma filiação ao gênero: assim como no "policial" Quem foi Edgar Allan? (Wer war Edgar Allan?, 1984), no entanto, a estrutura simultaneamente se constrói e desconstrói. Tal caráter disruptivo…

  • Who Was Edgar Allan?

    Who Was Edgar Allan?

    ★★★

    Já na metade do filme, Michael Haneke quebra a “quarta parede”. Brechtianamente, como em Violência gratuita (Funny games, 1997), o protagonista olha diretamente para o público e convoca sua opinião. O jovem e inominado estudante de história da arte introduz a figura de Hop-Frog, o anão, enquanto a câmera se afasta gradualmente e revela a arquitetura cênica. No conto de Edgar Allan Poe, o bobo da corte resolve vingar-se do rei e de seus ministros, que o obrigavam a beber…

  • Variation

    Variation

    ★★★½

    Uma sequência de tons oníricos principia Variação (Variation - Daß es Utopien gibt, weiß ich selber!, 1983): enquanto a montagem sobrepõe gradualmente tomadas aéreas entre fusões, uma voz fora de quadro versa sobre o medo infantil de anjos. Por que temer entes vinculados à ideia de proteção? A narração explica. Para aquelas crianças, a onisciência divina equivaleria à giganteza corpórea, e seres de proporções monstruosas sobrevoariam as cidades. Neste caso mensageiras do apocalipse, as criaturas celestes estabeleceriam, portanto, analogia com…

  • Lemmings, Part 2 – Injuries

    Lemmings, Part 2 – Injuries

    ★★★★

    Apesar do suicídio nos derradeiros minutos, a sequência final de Lêmingues - Parte 1: Arcádia (Lemminge - Teil 1: Arkadien, 1979) sinalizava uma quebra, ao menos parcial, com o ciclo de desumanização da geração anterior. Nela, dois dos protagonistas se sentam de lados opostos em um trem: um por acidente; outro por um desejo de recomeçar a vida alhures, em Viena. Enquanto um viaja “para frente” - tanto espacial quanto metaforicamente -, outro ruma “para trás”, preso a Neustadt e…

  • Lemmings, Part 1 – Arcadia

    Lemmings, Part 1 – Arcadia

    ★★★★

    A consciência da própria finitude diferencia o humano dos demais animais, dizem estudos antropológicos. Mais adiante, a possibilidade de antecipar esse inescapável destino estabelece ainda outra distinção. Por muito tempo, é verdade, a falsa observação de um fenômeno estendia a prerrogativa do suicídio à espécie dos lêmingues, pequenos roedores que perecem em bando durante as migrações. De fato, não a vontade individual, mas circunstâncias acidentais provocavam tais mortes coletivas: dissociadas, portanto, do mal-estar vivenciado pelas personagens de Lêmingues (Lemminge, 1979),…

  • Vanity

    Vanity

    ★★★

    Le cinéma comme le désir échoué de contrôler la mort.