Luiz has written 48 reviews for films during 2020.

  • The Undoing

    The Undoing

    ★½

    unwatching...

    (wish it were possible)

  • The Dark and the Wicked

    The Dark and the Wicked

    ★★★½

    As its house/America rots from within, what menaces the younger generation are no longer faceless strangers, but their own roots, well-known habits and values. Oedipally, the moribund father/power deals with his decay while the mother/religion is perverted, but this unmeasured (hubristric) path remains yet to be followed. The wicked hides precisely in the darkness one refuses to go through, since it is certainly easier to transfer hers/his fears elsewhere - either demons or "the exotic other".

  • The Boulet Brothers' Dragula: Resurrection

    The Boulet Brothers' Dragula: Resurrection

    This review may contain spoilers. I can handle the truth.

    Victoria ganhou, mas não levou.

  • The White Ribbon

    The White Ribbon

    Violência sem violência (1)

    A simbiose entre Michael Haneke e a competição anual à beira da Croisette obriga referenciar-se a um quando se pensa em outro. Da parte do diretor, quase a totalidade de sua obra cinematográfica debutou na cidade mediterrânea - à exceção da versão norte-americana de Violência gratuita (Funny Games U. S., 2007). Da parte do Festival, uma marca histórica posiciona o austríaco entre os grandes nomes de seu passado recente. Não só entrou ele para o seleto…

  • The Social Dilemma

    The Social Dilemma

    ½

    "Will there ever be an artificial intelligence machine that makes movies?", inquires Herzog's Lo and behold, a question to which it answers positively. Not quite as good as his, though, remarks the German filmmaker.

    I can't help to think that this dialogue pretty much sums up The social dilemma, a movie so poorly and randomly assembled that it seems written and directed by an algorithm, and ironically produced by a company which is part of the problem it intends to denounce - fact which it seems conveniently unaware of.

    Edit: the similarities to the cringy What the Bleep! series are noteworthy.

  • I'm Thinking of Ending Things

    I'm Thinking of Ending Things

    ★★

    Como bem definiu minha amiga Maria Caú ao referir-se a Sinédoque, um "filme de pseudoautor".

  • Assassination Nation

    Assassination Nation

    ★★

    Fetichista

  • The Rebellion

    The Rebellion

    ★★★½

    No começo da década de 1990, Michael Haneke já havia debutado nas grandes telas quando recebeu o convite da rede austríaca ORF para dirigir A rebelião (Die rebellion, 1993), adaptação do livro homônimo de Joseph Roth. O lançamento cinematográfico de O sétimo continente (Der siebente Kontinent, 1989), quatro anos antes, resulta, de fato, quase de um acaso, tendo o seu roteiro inicialmente visado ao espectador televisivo. Desse modo, em paralelo à produção da “trilogia da frieza”, Haneke continuou a colaborar…

  • Fraulein

    Fraulein

    ★★★★

    Em dois diferentes níveis, o nome deste filme antecipa algo sobre si. Literalmente, Fraulein significa senhorita, mas, à época da produção - anos 1980 -, o termo já caíra em desuso por sua distinção sexista entre solteiras e casadas. O subtítulo, Ein deutsches Melodram (Um melodrama alemão), por sua vez, sugere uma filiação ao gênero: assim como no "policial" Quem foi Edgar Allan? (Wer war Edgar Allan?, 1984), no entanto, a estrutura simultaneamente se constrói e desconstrói. Tal caráter disruptivo…

  • Who Was Edgar Allan?

    Who Was Edgar Allan?

    ★★★

    Já na metade do filme, Michael Haneke quebra a “quarta parede”. Brechtianamente, como em Violência gratuita (Funny games, 1997), o protagonista olha diretamente para o público e convoca sua opinião. O jovem e inominado estudante de história da arte introduz a figura de Hop-Frog, o anão, enquanto a câmera se afasta gradualmente e revela a arquitetura cênica. No conto de Edgar Allan Poe, o bobo da corte resolve vingar-se do rei e de seus ministros, que o obrigavam a beber…

  • Variation

    Variation

    ★★★½

    Uma sequência de tons oníricos principia Variação (Variation - Daß es Utopien gibt, weiß ich selber!, 1983): enquanto a montagem sobrepõe gradualmente tomadas aéreas entre fusões, uma voz fora de quadro versa sobre o medo infantil de anjos. Por que temer entes vinculados à ideia de proteção? A narração explica. Para aquelas crianças, a onisciência divina equivaleria à giganteza corpórea, e seres de proporções monstruosas sobrevoariam as cidades. Neste caso mensageiras do apocalipse, as criaturas celestes estabeleceriam, portanto, analogia com…

  • Lemmings, Part 2 – Injuries

    Lemmings, Part 2 – Injuries

    ★★★★

    Apesar do suicídio nos derradeiros minutos, a sequência final de Lêmingues - Parte 1: Arcádia (Lemminge - Teil 1: Arkadien, 1979) sinalizava uma quebra, ao menos parcial, com o ciclo de desumanização da geração anterior. Nela, dois dos protagonistas se sentam de lados opostos em um trem: um por acidente; outro por um desejo de recomeçar a vida alhures, em Viena. Enquanto um viaja “para frente” - tanto espacial quanto metaforicamente -, outro ruma “para trás”, preso a Neustadt e…