O Amigo do Rei

O Amigo do Rei ★★

Sob sonoridade sacra, cambaleia uma bandeira do Brasil. A música permanece, mas a imagem se dissolve. O movimento horizontal descobre um terno; atrás dele, fora de foco, a moldura dourada de uma pintura. Dourada como o anel na mão que ajeita o paletó. Dourada como a abotoadura cuidadosamente posicionada na gravata. Dourada como os dentes amarelos, que sorriem. Ou como as hastes dos óculos cujo dono fita o espectador. O homem desaparece, a música continua. Uma tomada aérea revela um “mar de lama”. Antes aberto, o cenário sofre reenquadramento. Em operação contrária, o homem reaparece envolto por rochas. Do particular - terno, anel, abotoadura, dentes, óculos -, passa-se ao geral: um rei sentado sobre seu trono. O Amigo do Rei, lê-se em uma fonte - dourada, é claro - de aparência medieval.

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