Le Beau Serge

Le Beau Serge ★★★★½

Precisamos de alguma coisa para nos apegar.

François volta ao vilarejo onde cresceu para encontrá-lo em ruínas. Serge, trôpego e errante, é o retrato vivo dos destroços. Após a guerra, instituições como a religião e a família se dissolveram, sem outras emergirem no lugar. Tão feroz quanto o protagonista, a montagem das sequências finais constrói verdadeiro horror. A crescente tensão culmina no rosto de Gérard Blain. Suas feições, entre o desesperado riso e o sintomático choro, implicam o espectador nas imagens. É como se denunciassem a sua cumplicidade.

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