Raw

Raw ★★★★

ENGLISH

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In her first feature film, Julia Ducornau already shows her originality, her own way of showing the bizarreness with explicit violence but never gratuitously, a unique and rare way to be seen, because in addition to all these gore elements in her films, they contain the human element, which makes each of her projects so far, has been so well received by the public and critics, something similar to Wild Tales (2014). Julia Ducornau's direction is precise, using precise takes to shock the audience, but never gratuitously, every little detail of these violent takes are necessary to make the final message of the feature even stronger and more precise, an artifice that she also uses in her recent feature film, Titane (2021). The performances are great, especially the two sisters protagonists of the feature, Garance Marillier and Ella Rumpf, it is worth mentioning that the first mentioned may be a kind of inseparable duo of the director since she also appears in Titane (2021), which is the second feature film of the director and also appears in the first short film by Julia Ducornau, Junior (2011) where it is also worth mentioning that she is the protagonist, but Perhaps it is clear why she is so called in her projects, well, it is simple, she is an extraordinary actress, easily one of the best young actresses of recent years, even though she has had few projects, it is clear that she is great at what she does, her macabre and terrifying performance makes our experience with the film even more difficult to see, which is good, since the idea of the film is just that, convey a sense of discomfort while watching. Ella Rumpf is also great, playing her supporting role well, and when it comes to causing discomfort, perhaps Ella Rumpf plays this role better, since every scene she is in is guaranteed to be bizarre or uncomfortable, and this is definitely surreal good. The script I confess I still have some reservations, although it is in general well written and straight to the point, on the other hand in my opinion, there are many things that could be a little more worked on, especially with the third act, where everything is tied up quickly and when the feature ends you are left with that feeling of "wait, is it over?" And this is perhaps the biggest reason why I gave Titane (2021) a higher score, because there things work more correctly, everything is worked out in a more fluid way, and it's a nice evolution in Julia Ducornau's career, but even so, Raw (2021) is definitely a great project, a great achievement, and it shouldn't go unnoticed by anyone, especially fans of the genre.

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PORTUGUÊS

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Em seu primeiro longa-metragem, Julia Ducornau já mostra sua originalidade, sua maneira própria de mostrar a bizarrice com a violência explícita mas de uma forma nunca gratuita, uma forma única e rara de ser ver, pois além de todos esses elementos gore em seus filmes, eles contém o elemento humano, com que faz que cada projeto seu até então, tenha sido tão bem recebido pelo público e crítica, algo similar á Relatos Selvagens (2014). A direção de Julia Ducornau é precisa, usando takes certeiros para chocar o público, mas, nunca de maneira gratuita, cada mínimo detalhe destes tais takes violentos são necessários para deixar a mensagem final do longa ainda mais forte e precisa, artifício que a própria também utiliza em seu recém longa-metragem, Titane (2021). As atuações estão ótimas, destaque principalmente as duas irmãs protagonistas do longa, Garance Marillier e Ella Rumpf, vale destacar que a primeira citada talvez seja uma espécie de dupla inseparável da diretora já que a própria também aparece em Titane (2021), que é o segundo longa-metragem da diretora e também aparece no primeiro curta-metragem de Julia Ducornau, Junior (2011) onde também vale citar, que ela é a protagonista, mas, talvez seja nítido o porquê de ela ser tão chamada em seus projetos, bom, é simples, ela é uma atriz extraordinária, facilmente uma das melhores atrizes jovens desses últimos anos, por mais que tenha tido poucos projetos, fica nítido que ela é ótima no que faz, sua atuação macabra e aterrorizante faz com que a nossa experiência com o filme seja ainda mais difícil de se ver, o que é bom, já que a ideia do filme é justamente essa, transmitir uma sensação de desconforto enquanto se assiste. Ella Rumpf também está ótima, cumprindo bem seu papel como coadjuvante, e quando o assunto é causar desconforto, talvez Ella Rumpf cumpra melhor este papel, já que toda cena que ela está presente é garantido vir algo bizarro ou desconfortante, e isso definitivamente é surreal de bom. O roteiro eu confesso ainda ter algumas ressalvas, embora seja em geral, bem escrito e direto ao ponto, por outro lado ao meu ver, há muitas coisas que poderiam ser um pouco mais trabalhadas, principalmente com o terceiro ato, onde tudo é amarrado rapidamente e quando o longa se encerra você fica com aquela sensação de "espera, acabou?" e este talvez seja o maior motivo de eu ter dado uma nota maior a Titane (2021), pois lá as coisas funcionam mais corretamente, tudo é trabalho de maneira mais fluída e é uma bela evolução na carreira de Julia Ducornau, mas mesmo assim, Raw (2021) definitivamente é um ótimo projeto, um ótimo acerto, e não deveria passar despercebido por ninguém, principalmente aos fãs do gênero.

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