• High Noon

    High Noon

    ★★★★★

    Revisionista e à frente de seu tempo em vários quesitos, Matar ou Morrer é um filme sobre o fim do mito, mas além disso também revela-se uma história sobre a solidão e a espera pela morte certa. O roteiro é um dos mais belos que já vi em um western.

  • El Sicario, Room 164

    El Sicario, Room 164

    Há um assombro duplo em El Sicario: o primeiro vem pela dureza do relato de seu protagonista, o segundo vem pela misteriosa destreza para encenar e contar histórias que esse personagem tem. É um filme não apenas sobre relatar um submundo criminoso, mas sobre o contar histórias através de imagens (orais e gráficas). Ao fim, descobrimos de onde vem a encenação, e o véu utilizado para resguardar a testemunha torna-se um véu episcopal.

  • The Hunt

    The Hunt

    O espelho que exagera e distorce apontado para a Esquerda contemporânea num filme tão irresponsável quanto livre. Mais inteligente do que aparenta, mais ácido do que nossos tempos provavelmente pediriam. No dos outros é refresco! :P

  • Wake in Fright

    Wake in Fright

    A cidade e seu ciclo de masculinidade estúpida, alcoólica e violenta. O calor como sintoma do Inferno em um episódio perdido de Twilight Zone. As imagens são violentas, os cortes são violentos, a tela sangra e transpira.


    P.S.: a sequência da caça aos cangurus é um delírio meu ou vocês também viram aquilo? Uau.

  • The Imposter

    The Imposter

    ★★★★★

    Ao fim de tudo, a mais bizarra das histórias, resulta num filme sobre encenação em estado puro. O Impostor é uma pequena experiência de enganação, uma farsa deliciosa, uma pulsação de cinema.

  • An Easy Girl

    An Easy Girl

    Aos poucos vai se distanciando de um mal estar adolescente 'breillatiano' e toma forma de um coming of age sobre construção não apenas de identidade mas de ideais de liberdade em meio à luta de classes e aos amores de verão.

  • The Death of

    The Death of "Superman Lives": What Happened?

    Tragicômico ver que a mentalidade dos produtores de grandes estúdios mudou quase nadinha, né?

  • Blood for Dracula

    Blood for Dracula

    O aristocrata Drácula, em declínio burguês, enfrenta mulheres donas de seus desejos e criados com ideais marxistas. Doido, exagerado e divertido.

  • Da 5 Bloods

    Da 5 Bloods

    Amo filmes imperfeitos que dentre seus diversos excessos conseguem entregar, aqui e ali, experiências tão fortes que compensam eventuais problemas. DA 5 BLOODS perpassa por tantas coisas, que só uma mão hábil na direção como a de Lee conseguiria torná-lo uma obra tão forte sem ser uma bagunça.

    É um filme de guerra, um western spaghetti e uma aventura de piratas atrás de um tesouro amaldiçoado e conquistado com sangue. Como as ações que se repetem em cortes que mudam de perspectiva, a pulsão aqui é sempre relacionada ao tempo que se aproxima, como uma dança da morte que ronda os personagens e a História.

  • We Are the Night

    We Are the Night

    Honesto e repleto de boas imagens.

  • 30 Days of Night

    30 Days of Night

    A proposta é excelente, o visual é inspirado, os efeitos especiais/visuais de qualidade.
    No entanto, a montagem parece tentar estruturar o filme à machadadas, como aquelas necessárias para matar os vampiros.
    Ironicamente, sofre do mesmo problema da graphic novel: a preparação é excitante, mas o banquete é tão corrido que mal percebemos o tempo passar - num filme onde a contagem de dias é essencial para a construção de drama. Eficiente, mas fica a impressão de que poderia ir muito além.

  • Pokémon Detective Pikachu

    Pokémon Detective Pikachu

    Começa muito bem (oi, Blade Runner), prossegue minimamente interessante e termina da maneira mais genérica possível. No entanto, a resolução do finalzinho é tão esquisita e inusitada, que me ganhou pela coragem (ou cara de pau).